Equipe do Vereador Claudilson Pezão participa do evento da chegada de mais 21 médicos cubanos para trabalharão em Guarulhos no programa Mais Médicos.


Prefeitura de Guarulhos; foto: Nicollas Ornelas/PMG.

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Equipe do vereador Claudilson Pezão participa do evento onde foi anunciado a chegada de 21 médicos cubanos que trabalharão na cidade de Guarulhos no programa “Mais médicos”, criado pelo ex-Ministro da Saúde Alexandre Padilha.

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Com a vinda dos 52 novos profissionais, a cidade teve desde outubro passado um incremento de 40% no número de médicos de família, explicou o secretário de Saúde. “Além de completar o quadro em unidades com déficit de clínicos, a vinda desse novo grupo permitirá a criação de mais equipes em bairros que ainda não são atendidos com a Estratégia Saúde da Família”, anunciou Derman.

O secretário destacou também que isso irá resultar em novos desafios para a rede, com mais pedidos de exames expedidos por eles, medicamentos e encaminhamentos para especialidades. “Além da questão quantitativa, temos percebido a qualidade humana e técnica do atendimento que eles prestam à população, com exame completo do paciente. Essa nova postura certamente vai mudar a história da Saúde em Guarulhos”, ressaltou

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O prefeito deu as boas-vindas aos recém-chegados e falou dos avanços conquistados pelo País nos últimos anos. “O Brasil está crescendo. Hoje estamos construindo um outro país, uma nação de oportunidades que está se preparando para viver um outro momento de sua história”, disse o prefeito, destacando que 700 municípios do Brasil não tinham sequer um médico antes do lançamento deste programa federal. “Estamos cada vez mais apostando em ações para evitar a doença, que inclusive é mais barato que oferecer somente tratamento”, concluiu.

Os médicos que chegaram nesta terça-feira são:Ana Glória Martin Vera, Elisa Maria Rivero Barata, Georgina Alvarez Nuñez, Hilda Marisel Mosquera Suarez, Ida Helena Suarez Morales, Ines Maria Martinez Gutierrez, Jacqueline Infante Pino, Jenny Pupo Rizo, Karina Caridad Castillo Rodriguez, Maria Josefa Liriano Garcia, Marianela Leyva Pino, Mariela Rafaela Rosabal Matos, Marisabel Perez Barrios, Oscar Corrales Diaz, Synthya Rancel Fernandez, Victor Gonzalez Garcia, Yanin Castillo Dominguez, Yelma Guevara Arias, Yudith Carmen Rodriguez Rodriguez, Yulaybis Estables Bernal e Yuliet Macias Perez.

Juntos, os 31 estrangeiros que estão trabalhando na cidade já atenderam cerca de 15 mil pessoas nas seguintes Unidades Básicas de Saúde: Cummins, Mário Macca, Jardim Cumbica I e II, Soimco, Jacy, Ponte Alta, Santos Dumont, Jovaia, Bambi, Haroldo Veloso, Acácio, Primavera, Cidade Seródio, Marinópolis, Santa Lídiae Recreio São Jorge.

 

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Pesquisa da USP de São Carlos ajuda tetraplégicos a recuperar movimentos.


DEFICIENTE CIENTE.

É a primeira vez que impulsos elétricos recuperam movimentos sem cirurgia. Aposentado faz tratamento há seis anos e voltou a se alimentar sozinho.

1290472267202df329d7d7e51d47760cfadd9f9cUma pesquisa desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), ajuda na recuperação dos movimentos das partes do corpo de tetraplégicos. O estudo está sendo aplicado em pacientes no Hospital de Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp). Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que os impulsos elétricos conseguem recuperar o movimento dos membros sem cirurgia, apenas com eletrodos colocados na pele.

O aposentado Marcelo Faria é tetraplégico e conta com a ajuda de quatro especialistas para fazer exercícios que possam ajudá-lo a reaprender a andar. O tratamento já dura seis anos. “Agora consigo me alimentar sozinho, escovar os dentes, até cantar, porque a respiração melhorou muito”, contou.

Quando ficou tetraplégico, o também aposentado Alexandre Fernandes não conseguia se mexer do ombro para baixo e não imaginava que voltaria a fazer movimentos, até começar o tratamento, há um ano, e melhorou o movimento dos braços. “Os espasmos diminuíram e o movimento dos braços aumentou bastante”, afirmou.

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Estímulos elétricos

Esses pacientes foram submetidos a um estímulo elétrico neuromuscular desenvolvido pelos pesquisadores da USP. Foram mais de dez anos de estudos até chegar a conclusão de que impulsos elétricos de baixa intensidade gerados por estes eletrodos ajudam os pacientes a recuperar os movimentos. “Entra pela superfície da pele, vai até a região da medula conhecida como arco-reflexo, a informação volta e quando chega na interface nervo-músculo libera acetilcolina, o que gera contração necessária”, explicou Alberto Cliquet Júnior, responsável pela pesquisa.

Entretanto, o estudo mostrou que os pacientes não precisam mais passar por uma cirurgia para inserir os eletrodos no corpo. Basta que o dispositivo seja colocado sobre a pele para estimular o sistema nervoso. Dessa maneira diminuem os riscos de infecção e de quebra dos fios do equipamento. “Esses microestimuladores injetáveis migravam para qualquer lugar do corpo humano, na circulação, e não tinha como retirá-los”, comentou o estudioso.

estimulos_saocarlosCaminhada artificial

Pacientes voluntários passaram pelo processo no Hospital de Clínicas da Unicamp e 90% já conseguem ficar em pé e andam artificialmente. Outros 3% conseguiram mexer partes afetadas sem o estimulo elétrico. “Fundamentalmente a gente aprende por treinamento, então repetição da marcha várias vezes por semana, o sistema nervoso reaprende e esse paciente volta a andar, inicialmente involuntariamente e depois voluntariamente”, afirmou Cliquet Júnior.

Há ainda outros benefícios e o ato de ficar em pé e caminhar mesmo que por meio do equipamento ajuda a melhorar várias funções. “Alguns pacientes têm retorno de sensibilidade, melhoram a osteoporose, o que muito pacientes têm”, fisioterapeuta Eliza Azevedo.

Rodolfo Renato Cani sofreu um acidente de moto em 2006 e fraturou a coluna. São sete anos de tratamento e hoje é atleta e já consegue mover as pernas. “Como é a longo prazo, temos que nos cuidar e manter tudo em forma, a musculatura, não deixar os tendões atrofiarem, para a podermos andar normalmente”, disse.

O tempo da resposta ao tratamento varia de paciente para paciente, mas, em geral, os resultados demoram de dezesseis a vinte semanas para aparecer. Os pesquisadores têm interesse em expandir o atendimento para outros hospitais da rede pública, mas ainda não há previsão para isso.

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Mandato do Vereador Claudilson Pezão retoma projeto horta na escola que está sendo implantado na escola Jocimara – Vila Carmela.


10010181_729367880441997_4706490682693488155_oMandato do Vereador Claudilson Pezão retoma projeto horta na escola que está sendo implantado na escola Jocimara – Vila Carmela.

 

964770_729367777108674_9189744051398599687_oA agricultura familiar urbana é um dos segmentos que o vereador Claudilson Pezão atua, idealizador da AGROVERDE,( cooperativa de agricultura familiar urbano) tem como meta estar sempre expandindo, criando mecanismos e desenvolvendo técnicas que possa melhorar a qualidade de vida dos agricultores.

10014329_729367747108677_3476685340696201452_o A horta na escola com educação ambiental e alimentar, “que este projeto sirva de modelo para outras escolas do Brasil” disse o vereador Pezão.

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Saúde; Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta terça-feira, 22/04/2014.


Do G1, em São Paulo.

Meta é imunizar 49,6 milhões de pessoas de ‘grupos prioritários’.
65 mil postos de vacinação pelo país terão a imunização disponível.

downloadComeça nesta terça-feira (22) a campanha de vacinação contra a gripe, que vai até 9 de maio em todo o país. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 49,6 milhões de pessoas dos chamados “grupos prioritários”: crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional.

No ano passado, o público infantil incluído na campanha tinha idade de seis meses a 2 anos — houve ampliação, portanto. Segundo o ministério, pessoas com doenças crônicas e “condições clínicas especiais” também devem se vacinar.

De acordo com a pasta, a meta representa cerca de 80% do público-alvo da ação. Serão 65 mil postos de vacinação em todo o país, segundo o ministério.
Um atraso na entrega das vacinas adiou o início da campanha no Distrito Federal. De acordo a gerente de imunização da Secretaria de Saúde, Cristina Segatto, as doses só chegaram na última quinta-feira e ainda estão sendo distribuídas. A expectativa é de que o serviço comece ser prestado na capital do país a partir de quarta-feira (23).
Imunização
A imunização protege contra os subtipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e B. As doses devem ser aplicadas antes do período de inverno. O dia “D” da campanha, dia nacional de mobilização, será em 26 de abril. A imunização é via injeção.

Segundo o ministério, serão distribuídas neste ano 53,5 milhões de doses da vacina para os 65 mil postos de saúde. De acordo com a pasta, a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonia e de 39% a 75% os índices de mortalidade por influenza.

Ainda de acordo com o ministério, a pessoa que é vacinada não fica gripada em função da imunização

620x800_gripexresfriado.

 

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Paciente que recebeu vagina artificial conta que técnica mudou sua vida.


Do G1, em São Paulo.

Jovem de 18 anos não teve nome revelado por pesquisadores.
Método foi desenvolvido por cientistas dos Estados Unidos e do México.

vagina1Yuanyuan Zhang, professor do Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest, trabalha na produção da vagina artificial (Foto: Reuters/Wake Forest Institute for Regenerative Medicine).

Uma das quatro jovens que nasceram sem vagina ou com anormalidades nesta parte do aparelho reprodutor – e que participou de um experimento que reconstituiu o órgão com suas próprias células –, disse em entrevista que o procedimento mudou a sua vida.

De acordo com o canal “ABC News”, dos Estados Unidos, a mulher de 18 anos, que vive no México e teve sua identidade preservada, apareceu em um vídeo divulgado pelo Instituto de Medicina Regenerativa Wake Forest, na Carolina do Norte, responsável pelo experimento com a Universidade Autônoma Metropolitana, da Cidade do México.

Ela é uma das quatro pacientes que nasceram com a síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MRKH), uma condição genética rara em que a vagina e o útero são subdesenvolvidos ou ausentes, e foram submetidas ao método experimental.

A participante afirmou que quando soube da técnica, não acreditou que isso poderia ser feito em laboratório. “Me sinto muito feliz por ter feito a cirurgia, porque agora posso ter uma vida normal. Sei que sou uma das primeiras, mas é importante deixar claro para outras meninas que sofrem do mesmo problema que há um tratamento e que você pode ter uma vida normal”, explicou.

vaginaProcedimento
As cirurgias foram feitas entre junho de 2005 e outubro de 2008. Testes de acompanhamento mostraram que as novas vaginas não se diferenciaram do próprio tecido das mulheres, e o tamanho dos órgãos aumentou à medida que as pacientes – que receberam os implantes na adolescência –  amadureceram.

Todas as jovens já são sexualmente ativas e relatam ter uma função vaginal normal. No momento das cirurgias, elas tinham entre 13 e 18 anos de idade.

Duas das mulheres, que nasceram com útero funcional, mas sem vagina, agora também menstruam normalmente. Ainda não está claro se elas poderão ter filhos, mas o fato de estarem menstruando sugere que seus ovários estão funcionando direito – razão pela qual uma gravidez é possível, explicou o cirurgião urologista pediátrico Anthony Atala, um dos pesquisadores responsáveis pela cirurgia.

A façanha, que Atala e colegas mexicanos descreveram na última semana na revista britânica “The Lancet”, é a mais recente demonstração do crescente campo da medicina regenerativa, uma disciplina em que se tira proveito do poder do corpo para regenerar e substituir células.

Em estudos anteriores, a equipe de Atala usou a técnica para fazer bexigas sobressalentes e tubos de urina ou uretra em meninos.

Segundo o médico, esse estudo-piloto é o primeiro a demonstrar que vaginas cultivadas em laboratório com as próprias células das pacientes podem ser usadas com sucesso em humanos, oferecendo uma nova opção para mulheres que precisam de cirurgias reconstrutivas.

Síndrome MRKH
O tratamento convencional para a síndrome MRKH envolve o uso de enxertos feitos de tecido intestinal ou da pele, mas essas duas opções têm inconvenientes, segundo Atala. Isso porque o tecido intestinal produz excesso de muco, o que pode causar odores. Já a pele convencional pode arrebentar.

O médico esclareceu que mulheres com essa condição geralmente procuram tratamento durante a puberdade. “Elas não podem menstruar, especialmente quando têm um defeito grave, quando não têm uma abertura”, afirmou. Isso pode causar dor abdominal, com a presença de sangue menstrual no abdômen.

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Vereador Claudilson Pezão Pezão participou neste último domingo, 20/04/2014, do Camping Digital, em São José dos Campos, evento que faz parte da Caravana Horizonte Paulista, do Partido dos Trabalhadores.


974594_639963239390353_1823453433_nVereador Claudilson Pezão Pezão participou neste último domingo, 20/04/2014, do Camping Digital, em São José dos Campos, evento que faz parte da Caravana Horizonte Paulista, do Partido dos Trabalhadores.

10287298_639963242723686_1476913314_nO evento teve como objetivo principal oferecer oficinas, promover troca de experiências, debater políticas e temas relacionados a tecnologia e mídias sociais e, claro, reunir a militância petista de todo o Brasil.

10253172_639963619390315_170058252_nO Vereador Claudilson Pezão fez questão de marcar presença no evento, que contou com várias autoridades como o pré-candidato ao Governo de São Paulo, Alexandre Padilha.

10261901_639963022723708_1231736486_nVereador Pezão e Jeferson Monteiro.

Uma das Tendas mais disputada foi a do Jeferson Monteiro, criador do perfil Dilma Bolada nas redes sociais, ao qual explicou como tudo aconteceu com muito humor, também explanou a atual conjuntura política e por fim foi aberta perguntas paras as pessoas interagirem com a presidenta “Dilma´´.

10276561_639963426057001_621741840_nO Vereador Pezão fez questão de participar de algumas oficinas nas tendas ali instaladas, também foi convidado a dar uma entrevista para uma TV que estava cobrindo as atividades do Camping Digital.

10264583_1406933986248366_1268123815_nNa Tenda que debateu sobre a Copa do Mundo,  participaram também o pré-candidato ao Governo paulista Alexandre Padilha, o deputado federal Vicente Cândido, e o ex-presidente do Corinthians e pré-candidato a deputado federal pelo PT, Andrés Sánchez.

10261937_639963626056981_382163488_n“Em 2014 a disputa eleitoral será fortíssima e temos que estar todos preparados para o debate com muita informação, principalmente nas redes sociais”, argumentou o vereador Claudilson Pezão.

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Miguel Nicolelis faz últimos testes com exoesqueleto para Copa do Mundo.


Fantático; G1.

O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis está à frente do projeto do ‘robô’ que possibilitará que um brasileiro com paralisia possa andar e dar o tão esperado chute na abertura da Copa do Mundo.

a31cf019c787dd392d36a19fb76d556d8e5999baFaltam 53 dias para um acontecimento que pode ser um grande marco da ciência, especialmente da ciência do Brasil.

Se tudo der certo, um jovem com paralisia nas pernas vai ficar em pé, andar e chutar uma bola, na abertura da Copa do Mundo! À frente desse projeto internacional, um brasileiro: o neurocientista Miguel Nicolelis.

As salas onde se faz ciência de ponta ficam na capital paulista, mas o ambiente é internacional.

Fantástico: Nesse laboratório de São Paulo, um espaço amplo, recém inaugurado, dezenas de cientistas do mundo inteiro trabalham literalmente 24 horas por dia para cumprir um prazo muito curto. Uma coisa rara em ciência. Um prazo só de 53 dias para algo que vai acontecer na cerimônia de abertura da Copa do Mundo. Professor, esse algo é o quê?
Miguel Nicolelis: Bom, se tudo der certo, de acordo com o nosso plano, um brasileiro, um jovem adulto brasileiro, vai, durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, esse brasileiro tem uma paralisia das pernas, né, ele vai estar vestindo um exoesqueleto que nós desenvolvemos a partir desse consórcio e vai poder andar novamente e ser responsável por um chute emblemático durante essa cerimônia de abertura da Copa.

Um chute dado por uma pessoa com paralisia, visto pelo mundo todo. Será a realização de um sonho de um homem: o neurocientista brasileiro, e palmeirense fanático, Miguel Nicolelis.

Há dois anos, o Fantástico acompanha, de muito perto, esse trabalho. Em 2012, mostramos o pontapé inicial desse projeto ambicioso, no laboratório de Nicolelis, na universidade Duke, nosEstados Unidos.

O primeiro modelo de uma perna robótica. “Aqui em cima seria a articulação de um fêmur na bacia e aqui seria um joelho”, explicou Nicolelis, na época.

No ano passado, também em Duke, acompanhamos o avanço das pesquisas. Um protótipo com duas pernas e pés já sendo usado por um macaco. “Que está aprendendo a vestir o exoesqueleto”, disse o neurocientista.

VÍDEO PORTAL DA COPA

Agora, no Brasil, em colaboração com a Associação de Assistência à Criança Deficiente, é a reta final. “A gente fala em horas, minutos e segundos. Todo mundo está aqui vivendo essa expectativa”, declara Nicolelis.

Para entender a pesquisa do professor Nicolelis, precisamos antes aprender duas novas expressões. A primeira é ‘exoesqueleto’. Ou seja, um esqueleto que fica por fora do corpo. Ele também é chamado, simplesmente, de robô.

A outra expressão é: ‘interface cérebro-máquina’, quer dizer uma máquina que é comandada pelo cérebro de uma pessoa.

Funciona assim: com seus pensamentos, o paciente controla quando o robô deve começar a andar. O robô dá os passos. O paciente decide quando chutar, e a máquina chuta. E a pessoa, que com os pensamentos, manda parar o movimento.

Oito jovens adultos brasileiros, que perderam os movimentos e a sensibilidade nas pernas, foram selecionados para a fase final da pesquisa. Mas só um deles vai dar o tão esperado chute, na abertura da Copa, dia 12 de junho. “A pessoa tem também que querer, estar à vontade, se sentir bem, ter prazer, estar feliz em fazer isso. Todos estão preparados”, afirma Nicolelis.

Para ser o escolhido, é preciso treinar. E muito. “Essa é uma máquina suíça de reabilitação, que nós trouxemos para o Brasil. Os nossos pesquisadores adaptaram essa máquina para poder ser um simulador do que o exoesqueleto é capaz de fazer”, explica o professor.

Para os pacientes, só entrar na máquina já foi uma emoção imensa. “Teve um paciente que falou para mim que fazia anos que ele não tinha a sensação de ficar na vertical. O que é uma coisa para nós, que a gente assume, que é trivial, né? Mas para pacientes com lesão completa da medula espinhal é uma grande conquista, né”, conta.

Um dos robôs já está pronto. O segundo está sendo montado. Eles vieram da França. “Em 15 meses nós saímos do zero, do ponto de vista de engenharia, né, para construir dois desses caras e colocar eles para andar”, afirma.

Feito de ligas superleves, o robô tem 70 quilos. Uma touca na cabeça do paciente capta os sinais do cérebro, como em um eletroencefalograma, e envia para o robô.

No início, a técnica de Nicolelis usava fios metálicos implantados no cérebro. Mas, mais recentemente, ele passou a usar a touca. “Quando a gente decidiu que a primeira aplicação do projeto ‘Andar de Novo’ seria realmente locomoção, usar pernas, membros inferiores, a gente descobriu que daria para a primeira aplicação começar com método não invasivo, que é uma touquinha, né”, diz Nicolelis.

Mas fazer o movimento não basta. É preciso que a pessoa sinta onde o robô está pisando. Para isso, os cientistas usam uma ‘pele artificial’, desenvolvida na Alemanha, cheia de sensores. “Essa pele artificial está embaixo do pé. Quando pisa em algum lugar, gera um sinal”, explica o neurocientista.

 

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