JORNAL NACIONAL FAZ REPORTAGEM SOBRE A FOME NO GOVERNO DO PSDB DE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.


De 18 a 22 de junho de 2001, foi ao ar no Jornal Nacional a série Fome no Brasil, uma das mais premiadas do telejornalismo brasileiro. Para produzir as matérias, o repórterMarcelo Canellas e o cinegrafista Lúcio Alves viajaram por seis estados e o Distrito Federal.

A ideia das reportagens partiu do próprio Marcelo Canellas, que pretendia traçar um mapa da fome no país. Em 1998, o repórter havia procurado a direção de jornalismo da Rede Globo e sugerido a pauta. O ponto de partida seria os 50 anos de publicação do livro Geografia da Fome, do professor Josué de Castro. Mas a proposta foi recusada. Durante três anos, o repórter reuniu material para argumentar que, embora a fome fosse um tema muito discutido no país, ainda havia muito a ser mostrado. A disposição do repórter e a qualidade da pesquisa acabaram convencendo a direção do jornalismo.

Na primeira matéria, Canellas descreveu a incidência da fome no nosso país como “uma tragédia a conta-gotas, dispersa, silenciosa, escondida nos rincões e nas periferias. Tão escondida que o Brasil que come não enxerga o Brasil faminto e aí a fome vira só número, estatística, como se o número não trouxesse junto com ele dramas, histórias, nomes”.  Segundo dados oficiais, na época, existiam pelo menos 36 milhões de brasileiros que não sabiam quando teriam a próxima refeição. A cada cinco minutos uma criança morria no país, a grande maioria vítima da fome.

Ainda na primeira matéria, a equipe entrevistou a lavadeira Maria Rita Costa, de 51 anos, que sofria de desnutrição. A situação de saúde dela era tão ruim que a equipe da Globo teve que providenciar uma ambulância para levá-la ao hospital.

No dia seguinte à exibição dessa primeira reportagem da série, Fátima Bernardes leu uma nota dizendo que os moradores de Araçuaí, onde vivia Maria Rita, avisaram à emissora que, duas semanas depois de dar a entrevista à equipe da Globo, a lavadeira falecera. Maria Rita fora vítima de pneumonia e desnutrição aguda.

Em outra matéria da série, Canellas mostrou que a fome pode ir além da humilhação e do sofrimento físico. Num hospital psiquiátrico em Cariri, no sul do Ceará, o repórter entrevistou o médico José Abagaro Filho, especializado em combater distúrbios provocados pela deficiência de nutrientes. Segundo o psiquiatra, está comprovada a existência de doença mental por desnutrição.
A migração também foi tema de uma das reportagens: a história de brasileiros que vieram para os grandes centros urbanos fugindo da fome e que, mesmo longe de casa, ainda viviam na miséria.

A última matéria mostrou uma ampla rede de solidariedade existente no Brasil, à espera de adesões. Atuam no país centenas de entidades de combate à fome, como Ação da Cidadania, Pastoral da Criança, Unicef e FAO (Food and Agriculture Organization), as duas últimas das Nações Unidas. Essas instituições agem de formas variadas, indo desde programas de geração de renda até a adoção de famílias pobres através do pagamento de mesadas.

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Sobre claudilsonpezao

Sou Claudilson Leite Pereira, mais conhecido como Pezão. Nasci em Prado (BA), em 15 de julho de 1966. Sou casado e pai de duas filhas. Moro em Guarulhos – SP. Em 6 de fevereiro de 2000 fiquei paraplégico. Apesar da deficiência, comecei a dedicar-me a causas sociais e, em 2003, filiei-me ao Partido dos Trabalhadores, dando início a minha carreira política. Atuo no Setorial da Pessoa com Deficiência, no PT. Cursei Tecnologia em Processos Gerenciais na Universidade Metodista em 2010. Minha história de vida é marcada por superações e conquistas. Fui eleito vereador por Guarulhos, para o mandato de 2013 a 2016. Espero em Deus realizar um trabalho digno que melhore a qualidade de vida das pessoas.
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