CÂNCER DE CÓLON E DE RETO, O QUE É ?, FATORES DE RISCO, SINTOMAS, ETC.


Bem Estar

O QUE É?

Regiao-colorretal2-615x340O câncer colorretal é o terceiro tipo mais frequente tanto em homens quanto em mulheres. É o tumor mais prevalente do aparelho digestivo. Um em cada 10 tumores diagnosticados é de origem colorretal.

O risco de uma pessoa desenvolver esse tipo de câncer durante a vida é de aproximadamente 5%. Cerca de dois terços dos tumores de intestino grosso se instalam no cólon, enquanto um terço tem origem no reto.

Ele acomete de modo relativamente semelhante homens e mulheres, geralmente depois dos 65 anos de idade. Mais de 90% dos casos ocorrem em indivíduos com mais de 50 anos.

ANATOMIA

O intestino grosso é formado pelo cólon e pelo reto. O cólon divide-se em quatro partes: ascendente (situada no lado direito do abdômen), transverso (na parte superior), descendente e sigmoide (situadas no lado esquerdo do abdômen). Ele é a parte do intestino grosso que comunica o intestino delgado (formado pelo jejuno e íleo) com o reto, sendo a parte do aparelho digestivo responsável por absorver a água, permitindo a formação do bolo fecal.

Vencer o cancer.indbO reto, que liga o cólon ao ânus, divide-se em três partes: alto, médio e baixo. O reto alto situa-se dentro da cavidade peritoneal (membrana que reveste os órgãos abdominais). Já as porções média e baixa são extraperitoneais.

FATORES DE RISCO

Causas genéticas e histórico familiar são itens de risco para este carcinoma. No entanto, há fatores que você pode mudar em sua rotina e que também contribuem para o aparecimento desta doença, como os tipos de alimentos que você ingere e o tabagismo. Veja quais são os principais fatores de risco:

 

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Pólipos

Os pólipos dividem-se em dois grupos: sem e com potencial de malignidade. Os primeiros correspondem a 30% de todos os pólipos e não se transformam em câncer. Os pólipos com potencial de malignidade correspondem a 70% de todos os pólipos. Fazem parte desse grupo os pólipos adenomatosos tubulares (75% a 85%), os tubulovilosos (10% a 25%) e os vilosos (5%). Os vilosos são os mais perigosos.

Dieta

Alguns estudos, sugerem que dietas pobres em gorduras e calorias e ricas em fibras podem ter papel protetor. Aparentemente, existe associação entre obesidade e câncer de cólon e de reto. Dietas ricas em cálcio e também a aspirina parecem proteger contra o surgimento de pólipos intestinais.

Retocolite ulcerativa

É uma doença inflamatória que se instala no intestino grosso, caracterizada por surtos de diarreia, eventualmente sanguinolenta. Alguns estudos sugerem que até um em cada cinco pacientes com retocolite ulcerativa pode desenvolver câncer colorretal.

SINTOMAS

Os sintomas mais comuns do câncer de colo-reto são:

  • Sangramento intestinal
  • Alteração do hábito intestinal

Episódios de diarreia alternados com prisão de ventre são sintomas muito frequentes

  • Dor retal (no caso dos tumores localizados no reto)

Além da dor, pode haver diminuição do calibre das fezes causado pelo estreitamento da luz do reto decorrente da presença do tumor

  • Anemia

Quando se instala em pessoas com mais de 50 anos, deve ser sempre estudada para excluir a possibilidade de perda de sangue causada por câncer no intestino grosso.

TRATAMENTO

ESTADIAMENTO

Os quatro estádios do câncer colorretal estão descritos abaixo:

cap22-tab1-jpg-700pxO tipo de tratamento é definido com base no estádio em que a doença se apresenta. Por uma questão didática, dividimos os tratamentos dos cânceres de cólon e de reto alto em uma seção, e os tumores de reto médio e baixo (perto da borda anal) em outra.

Quando o tumor está confinado à mucosa ou à camada muscular do cólon ou do reto alto, as chances de cura são altas e o tratamento indicado é a cirurgia colonoscópica, cirurgia aberta ou colectomia laparoscópica.

  • Cirurgia colonoscópica

Trata-se de procedimento pouco invasivo, ideal para a retirada de tumores pequenos e muito superficiais confinados à mucosa (Estádio IA).

  • Cirurgia aberta

Tem o objetivo de remover a parte do intestino que contém o tumor e os linfonodos regionais. Raramente, quando a situação oncológica ou do próprio paciente inspira maiores cuidados, o cirurgião pode optar pela colostomia temporária, procedimento através do qual o intestino grosso fica exteriorizado na parede abdominal.

Essa é uma cirurgia de porte médio, e sua duração varia em média de duas a quatro horas. A colectomia pode ser feita pela via aberta. A visualização completa do intestino e de órgãos vizinhos é importante.

Em geral, o tempo de internação após a cirurgia é de cinco a sete dias, e o paciente levará em torno de três a quatro semanas para retomar suas atividades rotineiras.

  • Colectomia laparoscópica

A colectomia também pode ser realizada por via laparoscópica, por meio de três a quatro pequenas incisões por onde o aparelho é introduzido, para que o tumor seja retirado com o auxílio de uma câmara. Em mãos experientes, os resultados da laparoscopia são semelhantes aos da cirurgia tradicional. A cirurgia laparoscópica tem a vantagem de requerer menos tempo de internação hospitalar e retorno mais rápido à vida normal.

É importante ressaltar, no entanto, que ela nem sempre é possível tecnicamente e que o cirurgião, para realizá-la, deve estar familiarizado com a técnica.

Vencer o cancer.indbTumor confinado à serosa que reveste o cólon e o reto alto (Estádio IIA) e tumor atingindo órgãos vizinhos (Estádio IIB), e o tratamento específico para estas fases da doença.

  • Quimioterapia pós-operatória (adjuvante)

Nas situações de maior risco de recidiva, pode haver indicação de quimioterapia adjuvante, visando melhorar os resultados da cirurgia. A quimioterapia é capaz de reduzir em pelo menos um terço a possibilidade de recidiva da doença.

A duração do tratamento é de cerca de seis meses. Os três medicamentos mais utilizados são: oxaliplatina, 5-fluorouracil e capecitabina. Os efeitos colaterais mais comuns são fadiga, náusea, vômito, aftas na boca, maior predisposição a infecções, diarreia, inflamação na palma das mãos e planta dos pés e formigamento nos dedos das mãos e dos pés. Esses medicamentos, em geral, não causam queda de cabelo, e seus efeitos colaterais são transitórios e de leve intensidade.

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Sobre claudilsonpezao

Sou Claudilson Leite Pereira, mais conhecido como Pezão. Nasci em Prado (BA), em 15 de julho de 1966. Sou casado e pai de duas filhas. Moro em Guarulhos – SP. Em 6 de fevereiro de 2000 fiquei paraplégico. Apesar da deficiência, comecei a dedicar-me a causas sociais e, em 2003, filiei-me ao Partido dos Trabalhadores, dando início a minha carreira política. Atuo no Setorial da Pessoa com Deficiência, no PT. Cursei Tecnologia em Processos Gerenciais na Universidade Metodista em 2010. Minha história de vida é marcada por superações e conquistas. Fui eleito vereador por Guarulhos, para o mandato de 2013 a 2016. Espero em Deus realizar um trabalho digno que melhore a qualidade de vida das pessoas.
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