ÁLCOOL E CÂNCER: OS RISCOS DO CONSUMO PROLONGADO.


Vencer o câncer

Valéria Hartt

red wine and two glasses on the tablePoucos estudos mediram o risco de mortalidade associado ao consumo de álcool ao longo do tempo. Agora, pesquisadores da universidade de Melbourne, na Austrália, reuniram esses resultados em um grande trabalho de revisão, com o objetivo de avaliar mais claramente o risco associado.

Os dados da revisão confirmam que o risco de morte não só aumenta com o consumo regular de álcool em doses acima de 40 gramas/dia, como cresce progressivamente de acordo com a quantidade ingerida, na comparação com abstêmios.

Por outro lado, o estudo reafirma o propalado efeito protetor de baixas doses de álcool, demonstrando que a ingestão diária de 1 a 29 gramas diminui em 10% a taxa de risco de morte. Até hoje, o consumo moderado de álcool tem sido associado a um efeito cardioprotetor e a uma diminuição do risco de diabetes tipo 2, uma vez que interfere no metabolismo da glicose e aumenta a sensibilidade à insulina.

Graficamente, esse cenário é ilustrado pela chamada “curva em J”, que aponta o aumento gradual do risco para o consumo abusivo, em contraste com o caráter protetor em indivíduos que fazem uso de pequenas quantidades diárias de álcool.

O consumo abusivo de álcool traz prejuízos psicossociais e tem efeitos sabidamente danosos sobre órgãos como o coração e fígado, além de ampliar os riscos de acidente vascular cerebral. Outro efeito adverso da ingestão de bebidas alcoólicas ao longo do tempo é a sua carcinogenicidade. A Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer dos Estados Unidos já classificou diversos tumores associados ao álcool, entre eles os cânceres da cavidade oral, faringe, laringe, esôfago, fígado e colorretal. O álcool também aumenta o risco para o desenvolvimento do câncer de mama nas mulheres.

A correlação entre álcool, doença isquêmica do coração e risco de mortalidade motivou parcela dos estudos disponíveis, confirmando que uma grande proporção das mortes no mundo é atribuída ao consumo de álcool, importante fator de risco evitável para a doença crônica.

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Sobre claudilsonpezao

Sou Claudilson Leite Pereira, mais conhecido como Pezão. Nasci em Prado (BA), em 15 de julho de 1966. Sou casado e pai de duas filhas. Moro em Guarulhos – SP. Em 6 de fevereiro de 2000 fiquei paraplégico. Apesar da deficiência, comecei a dedicar-me a causas sociais e, em 2003, filiei-me ao Partido dos Trabalhadores, dando início a minha carreira política. Atuo no Setorial da Pessoa com Deficiência, no PT. Cursei Tecnologia em Processos Gerenciais na Universidade Metodista em 2010. Minha história de vida é marcada por superações e conquistas. Fui eleito vereador por Guarulhos, para o mandato de 2013 a 2016. Espero em Deus realizar um trabalho digno que melhore a qualidade de vida das pessoas.
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