Governo de São Paulo demorou a adotar medidas, diz especialista, e reclamações por falta de água crescem 42% em São Paulo.


Léo Arcoverde
Colaboração para o UOL, em São Paulo.

torneira-agua-falta-de-agua-sabesp-1442879279476_615x300Este ano, foram 170 mil reclamações por falta de água na cidade de São Paulo

O número de reclamações por falta de água na cidade de São Paulo feitas à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) aumentou 42% entre janeiro e agosto deste ano na comparação com o mesmo período de 2014.

No período, a quantidade de queixas por interrupção no abastecimento passou de 120.306 para 170.729.

É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados da Sabesp obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

De acordo com as informações disponibilizadas pela empresa controlada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), o centro da capital paulista foi a região da cidade que registrou a maior alta percentual no número de reclamações por falta de água neste ano. Lá, o aumento foi de 219% (de 2.640 para 8.421).

Pelo mapeamento da Sabesp, a região central abrange 23 distritos. Fazem parte desse grupo bairros como Sé, Liberdade, Consolação, Bom Retiro e Paraíso.

Zona norte concentra maior número de queixas

Região com o maior número absoluto de queixas em toda a cidade ao longo dos oito primeiros meses de 2015, a zona norte contabilizou 45.792 casos nesse período. Esse número representa 27% do total de relatos por falta de água feitas à Sabesp na capital paulista entre janeiro e agosto.

Em relação a 2014, as reclamações por interrupção no abastecimento cresceram 60% na zona norte.

Atendida pelo sistema Cantareira, a zona norte abrange as regiões de Santana, Freguesia do Ó e Pirituba.

Reclamações na zona leste crescem 70%

Região mais populosa da capital paulista, com cerca de 4 milhões de habitantes, a zona leste também registrou um aumento expressivo no número de reclamações por falta de água entre janeiro e agosto deste ano. A alta foi de 70% (24.424 para 41.564), segundo a Sabesp.

Na zona sul, as queixas cresceram 57%, enquanto na zona sul, foi registrado um aumento de 3%.

Governo demorou a adotar medidas, diz especialista

Na avaliação da urbanista e coordenadora da Aliança pela Água, Marussia Whately, os cortes no abastecimento são causados pela diminuição de pressão na rede de distribuição, adotada pela Sabesp na Grande São Paulo desde 2014 como “principal medida de diminuição das perdas de água” que ocorrem devido aos vazamentos existentes em seus ramais.

Para a especialista, o governo Alckmin só adotou as medidas necessárias ao enfrentamento da crise hídrica após as eleições do ano passado. “Houve demora na adoção dessas medidas, em especial a redução da retirada de água do sistema Cantareira, que desde novembro de 2013 passa por estiagem, e só teve redução significativa a partir do final de 2014. As medidas para lidar com a estiagem não estavam detalhadas em nenhum dos instrumentos previstos em lei. Foi necessário definir o que fazer durante a crise”, explica Marussia.

 

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Sobre claudilsonpezao

Sou Claudilson Leite Pereira, mais conhecido como Pezão. Nasci em Prado (BA), em 15 de julho de 1966. Sou casado e pai de duas filhas. Moro em Guarulhos – SP. Em 6 de fevereiro de 2000 fiquei paraplégico. Apesar da deficiência, comecei a dedicar-me a causas sociais e, em 2003, filiei-me ao Partido dos Trabalhadores, dando início a minha carreira política. Atuo no Setorial da Pessoa com Deficiência, no PT. Cursei Tecnologia em Processos Gerenciais na Universidade Metodista em 2010. Minha história de vida é marcada por superações e conquistas. Fui eleito vereador por Guarulhos, para o mandato de 2013 a 2016. Espero em Deus realizar um trabalho digno que melhore a qualidade de vida das pessoas.
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